quinta-feira, 8 de março de 2007

A lição da borboleta

Um homem achou o casulo de uma borboleta. E, no dia em que apareceu uma pequena abertura no casulo, sentou-se e observou a borboleta por várias horas, enquanto ela se esforçava em introduzir o seu corpo através daquele pequeno buraco. Depois, parecia parar sem nenhum progresso. Parecia que ela tinha chegado até onde ela podia e não iria mais longe.
Então, o homem decidiu ajudar a borboleta. Pegou numa tesoura e retirou o que restava do casulo. A borboleta, assim, apareceu facilmente, mas tinha o corpo inchado e as pequenas asas enrugadas.
Ele continuou a olhar a borboleta, pois esperava que, a qualquer momento, as asas crescessem e se expandissem para suportar o corpo, que iria contrair-se com o tempo.
Nenhuma das duas coisas aconteceram. Aliás, a borboleta passou o resto da sua vida gatinhando com o corpo inchado e as asas enrugadas. Nunca conseguiu voar. O que tinha feito o homem com a melhor das intenções, e que ele não pode compreender, foi que o casulo restrito, a luta e o sufoco para sair pela pequena abertura, eram as formas que a natureza tinha feito para forçar o fluído do corpo da borboleta a passar para as asas. Só assim ela estaria pronta para voar…
Às vezes as lutas são necessárias na vida. Se Deus nos permitisse passar a vida sem nenhum obstáculo, nós seríamos “deficientes”. Não seríamos suficientemente fortes e nunca poderíamos “voar”.
Devemos lutar por uma vida condigna e não desistir nunca das lutas. Depois, sim, poderemos “voar”. É então assim necessário dar às coisas o seu tempo e o seu exacto valor.

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