segunda-feira, 29 de janeiro de 2007

Hoje deves...

Hoje deves parar. Talvez o mundo já corra demais.
Hoje deves ouvir. Talvez interesse a opinião dos outros.
Hoje deves olhar. Talvez haja alguma novidade fora de ti.
Hoje deves dar. Talvez o que te sobra falte a alguém.
Hoje deves falar. Talvez tenhas alguma boa nova a dizer.
Hoje deves rezar. Talvez tenhas necessidade de um Pai.
Hoje deves pensar. Talvez te seja útil um auto-retrato.
Hoje deves cantar. Talvez a alegria te encurte o caminho.
Hoje deves comungar. Talvez tenhas um sonho a partilhar.
Hoje deves receber. Talvez o outro precise de amar.
Hoje deves caminhar. Talvez te encontres com alguém na vida.
Hoje deves sorrir. Talvez alguma flor esteja a precisar de sol.
Hoje deves começar. Talvez amanhã seja tarde.
Hoje deves renascer. Talvez tenhas nascido apenas.

domingo, 28 de janeiro de 2007

quinta-feira, 25 de janeiro de 2007

IV Domingo do Tempo Comum:

O tema da liturgia deste domingo convida a reflectir sobre o “caminho do profeta”: caminho de sofrimento, de solidão, de risco, mas também caminho de paz e de esperança, porque é um caminho onde Deus está. A liturgia de hoje assegura ao “profeta” que a última palavra será sempre de Deus: “não temas, porque Eu estou contigo para te salvar”. A missão do profeta é difícil e árdua, principalmente junto daqueles cuja proximidade e familiaridade constituem um obstáculo à sua aceitação. Até mesmo Jesus passou por essa experiência. No entanto o Senhor concede força e perseverança àqueles que Ele chama. Cantando, iniciemos nossa celebração.

1ª Leitura: Jer 1, 4-5.17-19:
A primeira leitura apresenta a figura do profeta Jeremias. Escolhido, consagrado e constituído profeta por Jahwéh, Jeremias vai arrostar com todo o tipo de dificuldades; mas não desistirá de concretizar a sua missão e de tornar uma realidade viva no meio dos homens a Palavra de Deus. Escutemos com atenção e agradeçamos ao Senhor o dom do chamamento, procurando responder-lhe com prontidão e generosidade.

2ª Leitura: 1 Cor 12, 31-13, 13:
A segunda leitura parece um tanto desenquadrada desta temática: fala do amor – o amor desinteressado e gratuito – apresentando-o como a essência da vida cristã. Pode, no entanto, ser entendido como um aviso ao “profeta” no sentido de se deixar guiar pelo amor e nunca pelo próprio interesse… Só assim a sua missão fará sentido. Ainda que se façam as coisas mais espectaculares, tudo ficará sem sentido se a caridade não estiver nas nossas acções. Serão inúteis os maiores sacrifícios se não forme impregnados do amor que Jesus nos ensinou.

Evangelho: Lc 4, 21-30:

O Evangelho apresenta-nos o profeta Jesus, desprezado pelos habitantes de Nazaré (eles esperavam um Messias espectacular e não entenderam a proposta profética de Jesus). O episódio anuncia a rejeição de Jesus pelos judeus e o anúncio da Boa Nova a todos os que estiverem dispostos a acolhê-la – sejam pagãos ou judeus. Não é fácil ser profeta. Esta missão a que todos somos chamados, envolve uma situação permanente de risco. Mas, se temos Deus connosco, quem será contra nós.

Para viver durante a semana:
Conscientes de que a falta de fé torna o coração impermeável ao amor, vamos pedir ao Senhor, ao longo desta semana, que nos encha da sua força e da Sua luz para O podermos anunciar, testemunhando-O através de uma vida coerente com a fé que dizemos professar.
No hino de Paulo que lemos neste domingo e que é uma das suas páginas mais célebres, o apóstolo indica-nos “um caminho superior a todos os outros”: não o caminho do amor-paixão, não o caminho do amor-amizade, mas o caminho do amor-caridade: o caminho da agapè. E para falar deste amor, em vez de dar definições, ele mostra-o em acção e utiliza 15 verbos: ter paciência, servir, não invejar, não se vangloriar, não se orgulhar, etc. Este hino eleva-nos, inflama-nos… mas proíbe-nos de sonhar: estes 15 verbos são verbos para a acção! Uma sugestão: reler este texto, substituindo “caridade” por “Cristo”. A agapè é Cristo que ama em nós!

quarta-feira, 24 de janeiro de 2007

Tristeza/Solidão


A tristeza tem a sua hora para todos
Perdidos na multidão, de repente…
Sentimo-nos sós, tremendamente sós,
Esmagados por uma dor,
Que por vezes nem nós mesmo compreendemos
Reduzidos a nada.
Com um peso forte no coração,
E sem brilho no olhar.
Sentimos a necessidade de um mão amiga,
Aberta, estendida, que nos diga que não estamos sós.
Precisamos do olhar de ternura
De alguém que realmente nos queira bem,
Alguém que nos dês esperança, coragem e confiança,
Alguém que nos dê paz interior, bem-estar e serenidade.
Sim…
Sentimos a falta de alguém,
Que nos aqueça o coração
E partilhe connosco alguns pedaços da nossa vida,
Que nos transmita força para seguirmos em frente
Este percurso que por vezes parece tão complicado de percorrer.
Sim…
Precisamos de alguém,
Nem que seja por alguns momentos
Para nos lembrar que não estamos sós.

sábado, 20 de janeiro de 2007

Declaração Diária

Que eu viva aceitando incondicionalmente a forma de operação do meu ser na fase em que estou: com a consciência de estar a dar o máximo; com a consciência de que amanhã quero dar um máximo maior do que o máximo de hoje. Hoje, porém aceito o que sou hoje; hoje não me lamento por ainda não estar no máximo de amanhã; pelo contrário, hoje congratulo-me por já não estar no máximo de ontem. Vivo em gratidão no "agora", sabendo que contribui decididamente para que assim seja, deixando para trás a noção de que se trata somente de uma dádiva dos Planos de Deus. Eu conquistei isso com os meus esforços e o meu empenhamento ao longo dos séculos. Reconheço que, quer com este trabalho, e com aqueles que já fiz, assim como aqueles que irei fazer daqui para a frente, estou a alterar a condição da sociedade. A sociedade não vai ser a mesma depois de ter feito este trabalho.

sexta-feira, 19 de janeiro de 2007

III Domingo do Tempo Comum:

Na Eucaristia celebramos a Páscoa de Jesus Cristo que se manifesta na Sinagoga de Nazaré e em todas as pessoas e grupos que anunciam boas novas aos pobres, contribuem para libertar os cativos e apressar a justiça no mundo. A liturgia deste domingo coloca no centro da nossa reflexão a Palavra de Deus: ela é, verdadeiramente, o centro à volta do qual se constrói a experiência cristã. Essa Palavra não é uma doutrina abstracta, para deleite dos intelectuais; mas é, primordialmente, um anúncio libertador que Deus dirige a todos os homens e que incarna em Jesus e nos cristãos. Somos então chamados a libertar-nos e, assim, tornar-nos libertadores dos nossos irmãos e de todas as cadeias que nos oprimem.

1ª Leitura: Ne 8,2-4a.5-6.8-10
Na primeira leitura, exemplifica-se como a Palavra que deve estar no centro da vida comunitária e como ela, uma vez proclamada, é geradora de alegria e de festa. A leitura é um cântico de esperança para todos aqueles que sabem ouvir a mensagem de Deus: “a alegria do Senhor é a vossa fortaleza”.

2ª Leitura: 1 Cor 12,12-30
A segunda leitura apresenta a comunidade gerada e alimentada pela Palavra libertadora de Deus: é uma família de irmãos, onde os dons de Deus são repartidos e postos ao serviço do bem comum, numa verdadeira comunhão e solidariedade. Paulo convida-nos a uma vida participativa em comunhão com Cristo. Cada um de nós deve ser assim um membro activo do Corpo Místico cumprindo a sua missão.

Evangelho: Lc 1,1-4;4,14-21
No Evangelho, apresenta-se Cristo como a Palavra que se faz pessoa no meio dos homens, a fim de levar a libertação e a esperança às vítimas da opressão, do sofrimento e da miséria. Sugere-se, também, que a comunidade de Jesus é a comunidade que anuncia ao mundo essa Palavra libertadora.

Para viver durante a semana:
No final da celebração, “comemos” verdadeiramente as palavras do salmista? Neste domingo da Palavra de Deus, antes de retomar o caminho para as nossas casas, escutemos ainda como o salmista canta Deus que fala ao seu povo: “A lei do Senhor é perfeita, ela reconforta a alma; as ordens do Senhor são firmes, dão sabedoria aos simples. Os preceitos do Senhor são rectos e alegram o coração; os mandamentos do Senhor são claros e iluminam os olhos”. A Palavra que recebemos é uma palavra que alegra e que ilumina. É uma canção, uma lâmpada. Que ela nos acompanhe em cada instante ao longo da semana…
Descobrir o outro… nesta Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos. Ao longo desta semana, reservar tempo para melhor conhecer o outro, aquele que é diferente de mim na fé: ler um artigo de imprensa, ouvir uma conferência, escutar um programa de rádio, participar num encontro organizado localmente; enfim, procurar fazer o esforço em descobrir a fé e o pensamento de um cristão de outra confissão.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2007

Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos


Estamos uma vez mais a viver a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos. Este ano, esta semana convida, baseada no texto de Marcos no qual Jesus devolve a audição aos surdos e a fala aos mudos, as igrejas a “romperem o silêncio”, encararem questões da sexualidade humana e unirem as forças para fazer frente ao sofrimento.
Preparada em conjunto por Fé e Constituição, do Conselho Mundial de Iglesias (CMI), e o Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos, da Igreja Católica Romana, a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos é celebrada tradicionalmente de 18 a 25 de Janeiro no hemisfério Norte. No hemisfério Sul, a Semana acontece em torno do período de Pentecostes.
O tema da Semana de Oração de 2007 tem a sua origem na experiência das comunidades sul-africanas de Umlazi, perto de Durban, que é uma região afectada por problemas como desemprego, pobreza e Aids. Estima-se que metade da população de Umlazi está contaminada pelo vírus.
O tema "romper o silêncio" impugna as normas culturais que impedem que se fale de temas vinculados à sexualidade. Para as igrejas de Umlazi, que exercem seu ministério nessas circunstâncias, a "unidade visível de todos os cristãos" é bem mais do que uma noção teológica. As igrejas podem ser e são realmente agentes de cura, mas só quando elas mesmas são curadas, quando elas são verdadeiramente o corpo uno de Cristo.As igrejas divididas não contam com a fortaleza necessária para fazer frente ao sofrimento causado pela pandemia do HIV/Aids e outras forças desumanizadoras. No entanto, os cristãos e as igrejas podem romper o silêncio, falar a uma só voz, e ir em direcção ao outro como um só corpo, actuando com compaixão e em unidade.