Estamos aqui reunidos para celebrar o terceiro domingo da Quaresma, tempo de preparação para a celebração do Mistério Pascal de Nosso Senhor Jesus Cristo. A Palavra de Deus que hoje nos é proposta afirma, essencialmente, que o nosso Deus está sempre presente ao longo da nossa caminhada pela história e que só Ele nos oferece um horizonte de vida eterna, de realização plena, de felicidade perfeita.1ª Leitura: Ex 17, 3-7:
A primeira leitura mostra como Jahwéh acompanhou a caminhada dos hebreus pelo deserto do Sinai e como, nos momentos de crise, respondeu às necessidades do seu Povo. O quadro revela a pedagogia de Deus e dá-nos a chave para entender a lógica de Deus, manifestada em cada passo da história da salvação.
2ª Leitura: Rom 5, 1-2.5-8:
A segunda leitura repete, noutros termos, o ensinamento da primeira: Deus acompanha o seu Povo em marcha pela história; e, apesar do pecado e da infidelidade, insiste em oferecer ao seu Povo – de forma gratuita e incondicional – a salvação.
Evangelho: Jo 4, 5-42:
O Evangelho também não se afasta desta temática… Garante-nos que, através de Jesus, Deus oferece ao homem a felicidade (não a felicidade ilusória, parcial e falível, mas a vida eterna). Quem acolhe o dom de Deus e aceita Jesus como “o salvador do mundo” torna-se um Homem Novo, que vive do Espírito e que caminha ao encontro da vida plena e definitiva.
Para viver durante a semana:
Que fonte?Sede do Povo de Israel no deserto!Sede da samaritana!E nós? Temos sede? De quem? De quê?A que poço vamos nós beber para matar todas as sedes que nos habitam?E se nos enganamos na fonte?«Senhor, dá me dessa água, para que eu não sinta mais sede»!





Dentro do ciclo litúrgico que estamos a reviver, do nascimento de Jesus, a festa que celebramos hoje, a da Epifania do Senhor, é, como o Natal, também manifestação de Deus aos homens em Jesus. Ele é uma “luz” que se acende na noite do mundo e atrai a si todos os povos da terra. Cumprindo o projecto libertador que o Pai nos queria oferecer, essa “luz” incarnou na nossa história, iluminou os caminhos dos homens, conduziu-os ao encontro da salvação, da vida definitiva.



Em pleno tempo de Advento, a Igreja celebra a festa da Imaculada Conceição. Na longa noite dos tempos, Maria aparece como a aurora de um novo dia. Por isso a veneramos como a Senhora do tempo novo, a madrugada da Esperança, a criatura que encerra em si toda a perfeição mas o louvor da Igreja não se resume a uma piedade mariana. Ela centra-se, mais profundamente, no plano de Deus Pai que operou maravilhas em favor dos homens, dos quais Maria é esplendor.
A liturgia deste Domingo reflecte sobre o sentido da história da salvação e diz-nos que a O Ano litúrgico que se inicia com o 1.º Domingo do Advento, fecha com o XXXIV Domingo, o último do tempo Comum, em que se celebra, com solenidade, a Festa de Cristo Rei, a qual foi estabelecida em 1925, pelo Papa Pio XI.
A liturgia deste Domingo reflecte sobre o sentido da história da salvação e diz-nos que a meta final para onde Deus nos conduz é o novo céu e a nova terra da felicidade plena, da vida definitiva. Este quadro (que deve ser o horizonte que os nossos olhos contemplam em cada dia da nossa caminhada neste mundo) faz nascer em nós a esperança; e da esperança brota a coragem para enfrentar a adversidade e para lutar pelo advento do Reino.